São quase vinte dias… e ainda dói. Hj percebi. Nem precisou muito. Bastou ouvir o bom e velho Vinícius. Admiti, finalmente, o que já estava – ou pelo menos, devia estar - cansada de saber: não cicatrizou, e pior, vai demorar. O corpo não conseguiu fechar a ferida e ela, apesar de não infeccionar, não fecha e volta e meia rememora sua existência, manchando o espaço com sangue. Droga. Manter a razão não é salvo conduto. Muito menos deixar a lucidez tomar conta. Não adianta saber e concordar e proclamar e passar meses estudando sobre a reificação do corpo e, em última instância, do ser humano. Não adianta, racionalmente, saber q, contemporaneamente, relacionamentos são como Bolsas de Valores e q, qndo não rendem o esperado, são descartados. Onde já se viu perguntar a uma ação se ela quer ou não ser vendida?! Ações não são consultadas sobre seu destino. Óbvio. Simples, né?! Em teoria. Seja uma ação e vc verá q não é bem assim q a “ação” se sente qndo o “investidor” resolve q ela não é mais “rentável”. Aff, é pior q o crack de 29. Mas vc respira fundo. Oxigênio. Talvez melhor fosse argônio. Mas caminha, pq o mundo dos negócios não pára só pq uma ação resolveu ter consciência de sua condição de ação. Droga! De novo. Pelo visto o negócio mesmo é tentar permanecer o mais lúcido possível, pra não se render à melancolia, mesmo q por dentro a vontade seja a de amarrar um fio de cobre no pescoço e pular do meio fio. Vamos lá, um pouco de razão tem q restar. Um ínfimo de amor próprio (será?!). Pq a dor, a ausência e todo o resto do pacote vão pesar a cada dia, em certos dias pouco (pq não se tem tempo nem pra respirar, mas lá, na hora em q vc se deita, dói), em outros, muito (pq Destino parece zoar tamanhas “provocações” em áudio, vídeo e até nas nuvens). Principalmente pq o fluido, q se livra do peso, não sente. Mas o sólido persiste, carregando-se como a um fardo. É, não se pode mesmo fazer nada. Senta. Sozinha. E chora. Sozinha. Pq encher os outros tem limite e a razão já informou q a cota está estourada. Senta e chora. Chora pq pesa. Chora pq dói. Chora pq não cicatriza. Chora pq perdeu a esperança. Chora pq perdeu a fé. Chora pq não acredita mais em nada. Chora. Somente chora. Mas continua caminhando. Pq o mundo não tá nem aí pra vc. Ainda q vc não se conforme com essa história de ser só uma ação.

Aaaaaaa…gua!!!

Junho 4, 2008

Estava frio, muito frio… pelo menos, era assim q ela sentia… maiô, short e aquecimento… 7:10h da manhã e uma ducha gelada. Entrou na piscina para começar os exercícios. Tinha medo de caminhar, não conseguiu fazer a curva direito. Era a mais devagar da turma. Como uma criança em meio a adultos. Mas passou o primeiro dia e sobreviveu. Conseguiu abrir os olhos dentro d’água. Difícil era ficar com a cabeça submersa. Não foi genial, mas tb não foi tão ruim para um começo. Um pouco tímida. Ainda medrosa. Mas decidida. Outro banho gelado e agora trabalho. O dia prosseguia, indiferente à pequena grande vitória q um simples abrir os olhos representava. Aguardava ansiosa a sexta feira…