A day…

Maio 14, 2008

Andou pensando nos resultados de todas as suas intuições. Era incrível como nenhuma delas estava errada. Os resultados, bem, ela sempre pôde antecipá-los e por muitas vezes, fechou os olhos e não quis. Sabia q era uma opção. Acertada ou errada, era outra história. Agora, se deparva mais uma vez com a dúvida. Horas e horas pela frente e uma preguiça enorme diante do computador e das tarefas a serem realizadas. Preguiça da prova q ela sentia q não ia acontecer, preguiça dos ônibus lotados, preguiça da picaretagem, preguiça até dela. Aguardava ansiosa o momento de ler por pura fruição, de escrever por impulso, de mandar ao inferno todas as algemas e correntes. Vontade de sair por aí, aproveitando o clima q começava a ficar do jeito q ela gostava. Vontade de tratar o mundo como quem chupa manga madura, deixando o caldo escorrer pelos dedos e lambuzar rosto e roupa daquele amarelo intenso. Vontade de perfumes e de um dia pra fazer o q quiseesse, como quisesse, com quem quisesse. Um dia pra dizer “apanhei-te arquiteto, nunca mais voltarás a construir”. Um dia. É, ele ia chegar. Mais cedo ou mais tarde, ia. Agora, restava almoçar. E cuidar das obrigações do dia.   

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